Perda da audição
A perda auditiva pode surgir de forma repentina, como após a exposição a um som muito alto ou uma explosão. Mas, na maioria dos casos, ela se desenvolve de maneira gradual, especialmente com o avanço da idade. Entender como a audição se altera é o primeiro passo para buscar soluções e retomar a qualidade de vida.
O que é a perda auditiva?
A perda auditiva é a dificuldade parcial ou total de perceber sons. Ela pode afetar um ou os dois ouvidos e surgir de forma súbita ou gradual. Em muitos casos, a pessoa começa a notar que precisa pedir para repetirem frases, aumenta o volume da TV ou tem dificuldade para entender conversas em ambientes com ruído. A perda auditiva pode ter várias causas, como envelhecimento, exposição a sons altos, infecções ou fatores genéticos e tem tratamento. Identificar os sinais o quanto antes faz toda a diferença para manter a qualidade de vida.
Como identificar uma perda auditiva?
Existem três tipos principais de exames auditivos que são considerados na avaliação básica da audição e cada um deles cumpre uma função específica no diagnóstico:
Saiba um pouco mais sobre os graus das perdas auditivas
Perda Auditiva Leve
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2020), a perda auditiva leve ocorre quando os limiares auditivos estão entre 20 e 34 decibéis (dB). Nesses casos, a pessoa pode ouvir, mas tem dificuldade para entender a fala, principalmente em locais com ruído de fundo, como restaurantes ou reuniões. Sons mais suaves, como sussurros ou falas à distância, também podem passar despercebidos. O tratamento indicado envolve o uso de aparelhos auditivos ajustados para esse nível de perda, além do acompanhamento com um fonoaudiólogo para garantir uma escuta mais clara e confortável no dia a dia.
Perda Auditiva Moderada
A perda auditiva moderada ocorre quando os limiares auditivos estão entre 35 e 49 decibéis (dB). Pessoas com esse grau de perda têm dificuldade para entender falas mesmo em ambientes tranquilos, especialmente quando a conversa é feita em tom de voz normal. É comum precisarem aumentar o volume da televisão, de áudios no celular e pedirem com frequência para que repitam o que foi dito. O tratamento envolve o uso de aparelhos auditivos adaptados às necessidades individuais, além do acompanhamento contínuo com um fonoaudiólogo para garantir uma escuta mais clara e uma comunicação mais eficiente.
Perda Auditiva Moderadamente Severa
A perda auditiva moderadamente severa é caracterizada por limiares auditivos entre 50 e 64 decibéis (dB). Nessa condição, a pessoa enfrenta grande dificuldade para acompanhar conversas, mesmo em ambientes silenciosos. Em locais com ruído, compreender a fala se torna ainda mais desafiador. Só consegue ouvir com mais clareza quando o interlocutor eleva significativamente o tom de voz. O uso de aparelhos auditivos é essencial nesse estágio, assim como o acompanhamento fonoaudiológico contínuo para promover melhor adaptação e qualidade de vida.
Perda Auditiva Severa
A perda auditiva severa ocorre quando os limiares auditivos estão entre 65 e 79 decibéis (dB). Nessa condição, até os sons mais altos tornam-se difíceis de perceber. Muitas vezes, a pessoa precisa ler os lábios ou utilizar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para se comunicar com mais facilidade. O tratamento geralmente começa com o uso de aparelhos auditivos potentes. Quando esses não oferecem os resultados esperados, pode-se indicar o implante coclear como alternativa para melhorar a percepção sonora.
Perda Auditiva Profunda
A perda auditiva profunda é caracterizada pela detecção de sons apenas acima de 80 decibéis (dB). Nesse grau, há uma dificuldade extrema em ouvir vozes, mesmo quando faladas em volume muito alto. A comunicação oral se torna limitada, sendo comum o uso de Libras e outras estratégias visuais. O tratamento pode incluir o uso de aparelhos auditivos superpotentes ou o implante coclear, sempre com acompanhamento especializado em audiologia para avaliar a melhor abordagem para cada caso.
Perda Auditiva Completa
A perda auditiva completa ocorre quando os limiares auditivos estão acima de 95 decibéis (dB). Nesse grau, o paciente não consegue ouvir conversas nem a maioria dos sons do ambiente. A comunicação passa a ser feita, principalmente, por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), leitura labial, leitura ou escrita. O tratamento mais indicado nesses casos é o implante coclear, acompanhado por um processo de reabilitação auditiva com equipe especializada.